Thomaz Perina (1921-2009) nasceu e viveu em Campinas. Desde muito jovem obteve sucesso com seus trabalhos acadêmicos. Sua obra obteve maior reconhecimento a partir de 1960, após o início de sua pesquisa pictória na busca dos limites entre o figurativo e o abstrato e da síntese da paisagem.

Esta síntese foi a grande marca de sua premiada carreira e “Paisagem” passou a denominar todas as suas obras.

Ao longo de seis décadas de intensa pesquisa e muito trabalho, Perina usou todo o tipo de papel como suporte em seus estudos, e a enorme quantidade que ele produziu em sua trajetória artística, antes de conceber uma obra e considerá-la concluída, mostra a incessante busca para retratar a síntese de suas paisagens.

A forma como usou o preto e o branco como “colorido” em suas obras, tornou-se sua marca, assim como o círculo definiu a árvore e o traço, o caminho.

Seus desenhos e estudos, datados de 1940 a 2009, que fazem parte do acervo de obras do Instituto Thomaz Perina, retratam suas paisagens tendo como cenário a Vila Industrial, ferrovias  e a figura humana no cotidiano.

Sempre atento a INCLUSÃO SOCIAL, Perina preocupava-se em levar o conhecimento, a informação e a cultura, às pessoas que não tinham acesso a esse processo.

Foi um adepto fiel à DEMOCRATIZAÇÃO DAS ARTES, com o firme propósito de jamais elitizá-la.

Até os 88 anos, no final de sua trajetória de vida, Perina continuou na criação de suas paisagens, com o mesmo rigor, e o mesmo sentido poético.

“Desde o primeiro ano eu era o desenhista da classe. Em dia de qualquer solenidade, ilustrava na lousa com giz de cor. Era requisitado não só por minha classe, mas também pelas outras. E foi assim durante todo o curso primário. Eu saia da escola e ia brincar. Pegava o carvão do fogão de casa e ia desenhar na rua de terra, em frente. Ali era passagem obrigatória dos trabalhadores da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Eles passavam e começavam a ver os desenhos. Naquela época não passava carro, por isso os desenhos duravam o dia todo no meio da rua ou na calçada. Depois, fiquei sabendo que muitos passavam por ali só para ver meus desenhos. Então procurava fazer toda tarde uma série deles.”

O domínio dos códigos acadêmicos, estão presentes nas suas obras, onde é evidente o equilíbrio na composição das cores e formas.

No início de sua carreira buscava uma composição com tonalidades suaves valorizando o movimento.  Este conceito fazia parte da composição de seus trabalhos no início de sua carreira.  Tinha domínio da técnica do pastel.

“Não existe preocupação com a “verdade” do retrato, mas com a expressão de um clima: o da simplicidade e da tranquilidade doméstica.”

Sem preocupar-se com a escala de tonalidades cromáticas, as cores neutras, criavam em seus trabalhos, cenas nostálgicas de agradável efeito visual.

“A arte não expressa o visível, mas torna visível.”

Na visita à I Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo, na década de 1960, Perina relata: “Foi um impacto, eu naquele momento decidi o meu caminho; sabia que para isso tinha que ousar muito mais em minhas experiências”.

O Artista rompe com tudo o que fazia, e dá início ao processo da sua pesquisa na busca da síntese da paisagem.

Na busca pela síntese em suas obras, abstraiu a figura humana de suas paisagens.

Thomaz Perina, dominava a arte e a técnica do pastel, no entanto nunca produziu um auto-retrato com esta técnica.
Somente em 1980 concebeu uma auto-caricatura a caneta.

Decorador, cenógrafo e designer na década de 1970.

Em Campinas, foi um dos pioneiros na decoração moderna.

Foi responsável pela decoração de muitos ambientes de residências de famílias e espaços públicos.

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