Matéria sobre o nosso evento “Eu também faço ARTE”

Matéria sobre o nosso evento “Eu também faço ARTE”

O site ACidadeON postou a matéria abaixo sobre a Oficina para o evento "Eu também faço ARTE":

A arte como instrumento de poder para crianças com paralisia cerebral

Oficina foi promovida pelo Instituto Thomaz Perina no início do mês

Pequenas mãos tornaram-se grandes instrumentos da arte e do poder da expressão em uma oficina voluntária para 22 crianças com paralisia cerebral, em Campinas. Enfiadas em um pote de tinta ou com a ajuda de esponjas e pincéis adaptados, as crianças puderam mostrar o que sentem e pensam através das cores e das linhas.

Foram 22 telas em branco preenchidas por tinta aquarela, giz de cera e muito amor dos pais, que participaram da oficina “Eu também faço ARTE”, promovida pelo Instituto Thomaz Perina e a clínica Therapies, no Castelo, no primeiro fim de semana de outubro. O dia 6 de outubro é o Dia Mundial da Paralisia Cerebral.

Algumas das crianças não desenvolveram a fala e têm dificuldade de locomoção, mas na tela puderam se expressar e comunicar os sentimentos. São linhas, desenhos, rascunhos e muitas cores para mostrar ao mundo que também existem.

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Para a coordenadora das oficinas e diretora do Instituto Thomaz Perina, Maria Angelina dos Santos, o momento das crianças foi de muita alegria e amor entre os pais, que são muito presentes na vida delas.

“Em cada tela, é possível ver que eles deixaram uma mensagenzinha de amor. Do cuidado e do carinho que eles têm em casa”, contou ela. Maria Angelina afirmou que fazer a oficina voluntária é muito gratificante e que aprende muito com as crianças.

“Elas nos ensinam muito. Aprendemos também com os pais, que têm muito cuidado e amor. Alguns vivem para elas. É uma lição de vida”, disse ela.

O MENINO

O pequeno Lucas Vincentin Alvares, de 11 anos, pintou com uma esponja adaptada: um espaguete usado em piscinas, cortado em pedaços menores. Foi a forma de ajudá-lo a se expressar e viver a arte.

Lucas não fala, mas mostrou em sua obra a expressão de quem é. “Foi fantástico. As crianças puderam sair um pouco da clínica e criar suas obras, do jeito deles. Lucas expôs quem ele é na tela”, disse o pai, Julio Alvares.

Ele conta que Lucas se divertiu muito, apesar das limitações físicas. “Ele escolhia as cores e puxava a bucha sobre a tela, formando os rastros. Ele ficou muito satisfeito e feliz com o quadro”, contou.

A PARALISIA

As crianças que participaram da oficina têm paralisia cerebral, que ocorre devido ao desenvolvimento anormal do cérebro, muitas vezes antes do nascimento. A fisioterapeuta Marina Junqueira Airoldi, da clínica Therapies, conta que para as crianças esses momentos de participação são muito importantes porque elas aprendem enquanto fazem a atividade.

“Isso dá poder e muda a autoestima, muda a autonomia. É uma experiência inovadora e diferenciada”, disse. Após a oficina, as obras estão expostas e podem ser visitadas até o dia 28 de outubro, de terça-feira a sábado, das 10h às 16h, no Instituto Thomaz Perina. O endereço é rua Santo Antonio Claret, 229, Castelo. Para mais informações, ligue no telefone 3213-0398.

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